Balneário Camboriú definitivamente não é mais a mesma. A cidade passou por transformações faraônicas nos últimos anos, como o alargamento da praia, que foi de 25 metros para 70 metros em 2021, a construção de imensos arranha-céus – o que valeu ao destino o apelido de “Dubai brasileira” – e um crescimento populacional de 28,74% em doze anos, segundo o Censo de 2022. O município tem hoje cerca de 140 mil habitantes, mas chega a receber um milhão de visitantes, marca atingida no Réveillon de 2024 e que já entrou para a história da cidade: a virada do ano foi recebida com um show de mil drones.
A Avenida Atlântica, a via beira-mar e principal artéria da cidade, se estende por 5,8 quilômetros. A parte norte é chamada de Barra Norte, o trecho sul é chamado de Barra Sul e, na metade do caminho, fica a chamada Praia Central. O lema em toda a orla é ver e ser visto e por ali desfilam carrões de muitos dígitos. É lá também que se misturam bares, casas noturnas, restaurantes tradicionais e moderninhos que dividem espaço com prédios residenciais, hotéis e atrações turísticas.
Os antigos prédios de vinte andares ficam pequenos perto dos edifícios gigantescos – ao todo, são vinte arranha-céus ao longo da orla que ultrapassam os 150 metros de altura. O mais alto deles, o One Tower, é o segundo maior prédio da América Latina, com 290 metros e 84 andares. Quer espiar? Ele fica entre as ruas 4400 e 4100.
As torres, no entanto, atrapalham na hora de pegar uma praia, já que deixam parte da faixa de areia sombreada no decorrer da tarde, mesmo com o engordamento da faixa de areia. A obra tornou a praia menos muvucada, já que há mais espaço para circular, fincar guarda-sóis e praticar esportes.
As vistas mais privilegiadas ficam nas duas extremidades da Praia Central: na Barra Sul, a partir do mirante do Parque Unipraias, e na Barra Norte do alto da roda gigante FG BIG WHEEL.
O que fazer em Balneário Camboriú
O cardápio de atrações em Balneário Camboriú é bem amplo: praias urbanas ou mais reservadas, vida noturna e gastronomia.
Praias
A paisagem mais conhecida de BC — como é chamada pelos mais (ou menos) íntimos — é a da Praia Central, com a orla emoldurada pelos prédios gigantescos. Mas não é só da Central que vive Balneário: há outras cinco praias no município, cujo acesso é feito pela Rodovia Interpraias.
A mais famosa delas é a selvagem Praia do Pinho, considerada a primeira praia destinada ao naturismo do Brasil. Sem contar outras areias que ficam bastante próximas e que costumam fazer parte do roteiro de quem visita a cidade, como é o caso da Praia Brava, em Itajaí, e a praia de Itapema.
Praia Central
A Praia Central, onde se concentram os arranha-céus, tem por volta de 3 km de extensão (ela vai da rua 3700 até a rua 1301). O mar é mais tranquilo na Barra Sul, mas ali também fica um trecho impróprio para banho, por conta da afluência do Rio Camboriú. A partir da rua 3500 até a extremidade norte, toda a praia é própria para banho, embora o mar fique mais agitado — há bandeiras vermelhas indicando os trechos perigosos.
A construção de um parque linear ao longo de toda a orla Central está em andamento e prevê ampliação do calçadão, do jardim, criação de áreas de lazer e de espaços para atividade física. O parque terá no total 250 mil metros quadrados e irá de uma ponta a outra da Praia Central. Ainda não há previsão para a conclusão. A obra foi dividida em 18 trechos e o início se deu em novembro de 2023 na Barra Sul entre as ruas 4400 e 4600.
Roda gigante
No lado oposto, ao fim da Barra Norte, fica a FG Big Wheel, uma roda-gigante inaugurada em 2020 que tem 82 metros de altura e uma das melhores vistas da orla. A volta completa dura em torno de 25 minutos, e a cabine recebe até seis pessoas por vez. É possível conseguir valores mais baratos comprando pelo site: o ingresso individual custa R$ 60 por pessoa (grupos maiores têm desconto).
ONDE COMER
Balneário chama a atenção pelo amplo e bom leque de opções gastronômicas. Além dos restaurantes especializados em frutos do mar, como a Casa da Lagosta, há opções de restaurantes contemporâneos como o Lucca Bistrô, na Praia Central, e o Number Seven, na Barra Norte. Outro forte da gastronomia na cidade é a culinária japonesa, com sushi bars como o Brava Sushi e o Taj Bar, na Barra Sul. Na Avenida Brasil, o Passeio San Miguel é um espaço charmosinho com várias opções de restaurantes e lojas.
QUANDO IR
Do Natal ao Carnaval, a cidade lota e as festas estão no auge. Mas o trânsito fica lento e os preços vão lá em cima. De fevereiro a maio ainda há turistas, mas em quantidade bem menor — época ideal para curtir dias ensolarados com mais sossego. Entre junho e setembro, durante o inverno, as temperaturas caem, mas há menos movimento.